Aconteceu! E agora ?
A gravidez precoce é uma das ocorrências mais preocupantes relacionadas à sexualidade da adolescência, com sérias consequências para a vida dos adolescentes que eventualmente serão pais, de seus filhos que nascerão e de suas famílias.
Casos de gravidez estão crescendo e, nos Estados Unidos, um país onde existem boas estatísticas, vê se que de 1975 a 1989 a porcentagem dos nascimentos de adolescentes gravidas e solteiras aumentou 74,4%. Em 1990, os partos de mães adolescentes representaram 12,5% de todos os nascimentos do país. Lidando com esses números, estima-se que aos 20 anos, 40% das mulheres brancas e 64 de mulheres negras terão experimentado aos menos uma gravidez nos EUA.
O comportamento sexual dos adolescentes é classificado de acordo com o grau de seriedade. Vai desde o "ficar" até o namorar. "Ficar" é um tipo de relacionamento íntimo sem compromisso de fidelidade entre os parceiros. Por exemplo:
"Numa festa dois jovens sentem-se atraídos, dançam, conversam e resolvem ficar juntos aquela noite. Nessa relação podem acontecer beijos, abraços, colar de corpos e até uma relação sexual completa, desde que ambos queiram. Esse relacionamento é inteiramente descompromissado, sendo possível que esses jovens se encontrem novamente e não aconteça mais nada entre eles."
A adolescência implica num período de mudanças físicas e emocionais considerado, por alguns, um momento de conflito ou de crise. Não podemos descrever a adolescência como simples adaptação às transformações corporais, mas como um importante período no ciclo existencial da pessoa, uma tomada de posição social, familiar, sexual.
A atividade sexual da adolescente é, geralmente, eventual, justificando para muitas a falta de usos de anticoncepcionais. A grande maioria delas também não assumem diante da família a sua sexualidade, nem a pose do anticoncepcional, que denuncia uma vida sexual ativa. Assim sendo, além da falta ou má utilização de anticoncepcional, a gravidez e o risco de engravidar na adolescente podem estar associadas a uma menor auto-estima, à um funcionamento familiar inadequado. De qualquer forma, o que parece ser quase um conceito igual entre os pesquisadores, é que as facilidades de acessos à informação sexual não tem garantido maior proteção contra doenças sexualmente transmissíveis e nem contra a gravidez nas adolescentes.
A gravidez na adolescência é um problema que deve ser levado muito a sério e não deve ser subestimado, assim como o próprio processo do parto. Este pode ser dificultado por problemas anatômicos e comuns da adolescente, tais como o tamanho e a conformidade da pelve, a elasticidade dos músculos uterinos, os temores, desinformações e fantasias da mãe ex-criança, além dos importantíssimos elementos psicológicos e afetivos presentes. Por isso, o melhor a fazer, é evitar.
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